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O Fazer Pedagógico
6 de março de 2015
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A importância do Brincar

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A liberdade no brincar se configura no inverter a ordem, virar o mundo de ponta-cabeça, fazer o que parece impossível, transitar em diferentes tempos – passado, presente e futuro – Agora eu era o herói… Rodar até cair, ficar tonto de tanto correr, ser rei, caubói, ladrão, polícia, desafiar os limites da realidade cotidiana. A idéia de liberdade está associada, entretanto, não à ausência de regras, mas à criação de formas de expressão e de ação e à definição de novos planos de significação que implicam novas formas de compreender o mundo e a si mesmo. O brincar contém o mundo e ao mesmo tempo contribui para expressá-lo, pensá-lo e recriá-lo. Dessa forma, amplia os conhecimentos da criança sobre si mesma e sobre a realidade ao seu redor.

BRINCAR
A criança pequena é impulsionada totalmente pela vontade. Ela nunca pára, está o tempo todo brincando, agindo, transformando. O ato de brincar fortalece a vontade, e são as brincadeiras saudáveis que nos capacitam, quando adultos, para uma atuação positiva no mundo. De caráter universal, muitas brincadeiras são provenientes de antigas celebrações de rituais e eram, até o século XVIII, de um modo geral, praticadas entre adultos e crianças, coletivamente. Com o início do processo de industrialização e com o desenvolvimento tecnológico, muitas brincadeiras passaram por um processo de transformação e adaptação, adquirindo caráter infantil e adulto distintos. Apesar desse processo, as brincadeiras continuam sendo transmitidas oralmente entre as gerações, e constituem um patrimônio de valor inestimável na cultura popular de cada povo. As brincadeiras de rua, por exemplo, enquanto fenômeno sócio-cultural, são muito importantes no desenvolvimento da criança, pois possuem suas regras próprias que ensinam a criança a se relacionar com o outro, impõem limites, desenvolvem competências cognitivas, motoras e afetivas que permanecem presentes no decorrer da vida. A experiência e a pesquisa indicam que o brincar criativo é que dá às crianças uma base sadia para o aprendizado posterior. É brincando que a criança descobre o mundo e vivencia suas leis. O brincar é, por assim dizer, a sua linguagem. Através do brincar, as crianças expressam seu ser integral pondo corpo, mente, sentimentos e espírito em evidência. Entretanto, a tendência da maioria dos jardins de infância, hoje em dia, se concentra na aprendizagem precoce, através da escrita, da leitura, da aritmética, do pensar lógico, esquecendo que, além da mente, as crianças possuem também sentimentos e membros, que elas pensam, sentem e agem, e que é principalmente antes dos sete anos que a vontade de agir deve ser fortalecida. As pesquisas atuais não comprovam os benefícios a longo prazo desse enfoque educacional atual, que tem levado muitas crianças. As pesquisas atuais não comprovam os benefícios a longo prazo desse enfoque educacional atual, que tem levado muitas crianças ao estresse. É necessário rever a educação na primeira infância, para se chegar a uma constituição sadia e a uma vida futura de pensamentos e atividades criativas, estimulando e valorizando as brincadeiras como linguagem expressiva das crianças.

BRINCAR – A ATIVIDADE MAIS SÉRIA DA CRIANÇA
Com o objetivo de resgatar a importância do brincar para o desenvolvimento integral da criança, a Aliança pela Infância tem desenvolvido e apoiado projetos que contemplem o brincar, em espaços públicos, favelas e bairros de periferia.

“Todo brinquedo bom é um desafio. E isso nada tem a ver com esses brinquedos eletrônicos comprados, em que não se usa a inteligência mas apenas o dedo para apertar um botão. Brinquedo bom tem de ser desafio. Brinquedo bom tem de fazer pensar.” (Rubem Alves)

Autora: Ângela Mayer Borba
Foto: Aula de Educação Física – Prof. Eduardo Verdiani

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